Cesar Campos, o Cesinha. Criador do método DNA Comportamental e do movimento People Hacker.
Eu comecei escrevendo código.
Engenheiro de Computação pela FACENS, pós-graduado em Gestão de Projetos pelo SENAC, e por anos professor universitário na região de Sorocaba. Minha vida era sistema: entender como a coisa funciona por dentro, achar onde trava, arrumar.
Aí aconteceu uma coisa que ninguém entendeu na época. Eu quis liderar gente. Saí de uma multinacional de 1.600 funcionários e fui para uma empresa de 30, ganhando menos, só para ter uma equipe.
Foi ali que eu descobri o sistema mais complexo em que eu já tinha mexido. E é nele que eu estou até hoje, vinte anos depois.
A pergunta que me ocupa desde então
Por que as pessoas fazem o que fazem.
Não no sentido filosófico. No sentido prático mesmo: por que aquele gerente excelente vira outra pessoa sob pressão. Por que dois sócios que se gostam não conseguem fechar uma reunião. Por que o cara que era ótimo na operação virou um problema quando foi promovido.
Passei anos coletando padrão, testando em empresa de verdade, errando, ajustando. E vou ser honesto sobre uma coisa que demorou: no começo eu sabia que funcionava, mas nem sempre eu sabia explicar por quê. Fazer aquilo virar método, com nome, sequência e lógica que outra pessoa consegue aprender e aplicar sem mim, foi o trabalho mais difícil da minha carreira.
O que eu faço, em uma frase: entro em sistemas complexos, encontro os padrões que ainda não estão visíveis, conecto as partes e transformo isso em clareza que uma pessoa consegue usar na segunda-feira de manhã.
O assunto muda. O explorador permanece. Eu fiz isso com software, com processo, com gestão. Faço a mesma coisa com gente.
- Formação Engenharia de Computação · FACENS
- Pós Gestão de Projetos · SENAC
- Docência Professor universitário
- Método Criador do DNA Comportamental
- Obra O Código-Fonte do People Hacker — apostila da Formação
Como eu penso, para você saber com quem está lidando
Todo comportamento é reflexo visível de um sistema invisível. Quando alguém age de um jeito que irrita a empresa inteira, tem uma lógica funcionando por baixo. Achar essa lógica resolve mais que dez conversas de feedback.
Eu não leio pessoas para julgá-las. Leio para enxergá-las. É uma diferença que parece pequena e é enorme. Quem julga fecha a pessoa num rótulo. Quem enxerga abre uma possibilidade de combinar. E ninguém é o seu pior dia.
Eu não entrego conclusão sem mostrar o caminho. Se eu falar para você o que fazer sem você entender por quê, na semana seguinte você não vai saber decidir sozinho. Meu trabalho não termina quando você concorda comigo. Termina quando você consegue fazer sem mim.
E o que eu digo sobre os limites do que eu faço
Isso está escrito na minha apostila, não é frase de site.
O DNA Comportamental não é cientificamente comprovado. Ele é embasado no estudo do comportamento humano, com linhagem declarada e autoria assumida. A diferença entre essas duas palavras é a diferença entre precisão e promessa vazia, e eu prefiro perder cliente a borrar essa linha.
Não é instrumento clínico. Não identifica transtorno. Não substitui profissional de saúde. E existe uma pergunta que eu uso como régua final de tudo, inclusive de mim mesmo:
“Desta conversa, essa pessoa sai mais inteira ou mais quebrada?” Se a resposta for mais quebrada, eu falhei, independentemente do resultado que a empresa tenha obtido.
Não é bonito de colocar em site. É o que sustenta o trabalho de pé há vinte anos.
Uma coisa que eu preciso dizer aqui, porque é honesto: eu não sou engenheiro de segurança do trabalho e não tenho habilitação nessa área. Meu diploma de engenharia é de computação e ele não me habilita a nada dentro do seu setor de segurança. Por isso eu trabalho ao lado do seu SESMT, e nunca no lugar dele.